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Saúde

PROFESSOR SE RECUPERA DA SÍNDROME GUILLAIN-BARRÉ APÓS PERDER OS MOVIMENTOS DO CORPO

Doença apresentou sinais há menos de três anos e o levou a ficar em estado de coma por 10 dias

06/04/2018 15h10
Por: Redação
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“Não tenho e nunca tive medo da morte. Tenho dó de morrer, viver é tão bom”, comenta Hercules Ronaldo Inácio Silva, 49, mais conhecido como Professor Colle, após relatar os últimos acontecimentos de sua história como paciente diagnosticado com a Síndrome Guillain-Barré – doença autoimune grave que afeta o sistema nervoso – em agosto de 2015. “Era uma terça-feira. Eu lembro que estava fazendo a barba e o aparelho caiu da minha mão. Depois, já no carro, não tive forças para ligar o veículo”, descreve Colle, os detalhes dos primeiros sinais da enfermidade, pois diz não se lembrar de muita coisa.

 

Morador do Município de Embu-Guaçu, o funcionário público conta que mesmo depois de perder os movimentos da perna e mão direita conseguiu chegar ao Hospital, local em que ficou em observação durante o dia e liberado à noite. No entanto foi preciso voltar ao médico as pressas, pois o seu estado clínico parecia ser ainda mais grave. “Chegando no HGIS (Hospital Geral de Itapecerica da Serra) fui direto para a UTI e lá fui induzido ao coma. Estado em que fiquei durante 10 dias”, diz.


O tempo passou e a doença do professor o atingiu de tal forma que foi mantido vivo, 70%, por ajuda de aparelhos. A internação na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) durou dois meses e com a ajuda da fisioterapia, ainda no leito, Colle teve uma pequena melhora. “Sair da UTI já era uma vitória, pois na minha cabeça o próximo passo era ir para casa, mas tive várias crises por causa da traqueostomia. Por diversas vezes cheguei a "apagar" por falta de respiração”, explica.

 

Depois de quatro meses de internação, o médico responsável por Colle disse à família que ele nunca mais andaria, não retiraria a cânula da traqueo e deveria se alimentar apenas pela sonda. “Fui desenganado. Mas, a partir desse momento, Deus, o médico dos médicos começou a agir” encerra.

 

Recuperação

Ainda se recuperando dos efeitos da doença com sessões de fisioterapia e terapia ocupacional, o paulista diz ter sequelas, como ao caminhar ou segurar algo nas mãos, mas acredita em sua recuperação total e afirma ser um sobrevivente.

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