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Unidade de Referência à Saúde do Idoso Santo Amaro mantém grupo de convivência para pessoas com Alzheimer

Abordagem de questões do cotidiano e orientação para os idosos diagnosticados com Alzheimer fazem parte do cardápio dos encontros semanais dos membros do Grupo de Atendimento a Idosos Demenciados

20/09/2017 16h12
Por: Redação
Fonte: Taynara Carmo
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Para capacitar profissionais a lidar com a saúde do idoso, a Unidade de Referência à Saúde do Idoso (URSI) Santo Amaro realizou uma capacitação com médicos e enfermeiros das Unidades Básicas de Saúde das Supervisões Técnicas de M’Boi Mirim, Campo Limpo e Santo Amaro, para tratar questões sobre as enfermidades que acometem a terceira idade. A ideia era proporcionar um olhar mais atento à saúde do idoso e apurar as doenças de riscos.

A unidade mantém um Grupo de Atendimento a Idosos Demenciados, em que uma terapeuta ocupacional e uma assistente Social trabalham a convivência com idosos diagnosticados com Alzheimer, que compartilham suas experiências do dia a dia com os demais participantes. Os profissionais orientam como manter uma rotina saudável, mesmo com a doença. O grupo, que existe há cinco anos, também oferece atividades como dança, por exemplo, para trabalhar a coordenação motora.

Os familiares e acompanhantes dos idosos também recebem atenção dos profissionais no Grupo de Cuidadores: “Ali são tratadas questões específicas de cada paciente, e oferecidas orientações para o cuidador aprender a lidar com o estresse do dia a dia no exercício de sua atividade”, conta a gerente da unidade, Cláudia Neves.

 

 

Semana de Combate ao Alzheimer

Do dia 18 ao dia 23 deste mês comemora-se a Semana do Combate ao Alzheimer. Diversas atrações ao redor do mundo acontecem para conscientizar quanto aos sintomas e tratamentos que retardam o avanço da doença. A enfermidade acomete geralmente idosos, com 65 anos ou mais – atingindo menos de 0,5% das pessoas abaixo de 40 anos – e apresenta um progressivo e irreversível declínio na memória, na orientação no tempo e no espaço, no pensamento abstrato, no aprendizado, na capacidade de realizar cálculos simples, tarefas cotidianas e julgamentos, além de distúrbios na linguagem e na comunicação, e mudança de personalidade.

Ainda sem cura, a Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 1,2 milhão de brasileiros sofrem com a doença. A família é essencial no diagnóstico e tratamento contra o Alzheimer, pois é preciso estar atento às ações dos idosos. Dificuldade com a fala, desorientação de tempo e espaço e demora em lembrar fatos recentes são sintomas comuns da doença.

O tratamento é feito para retardar o avanço da doença e tratar os sintomas e as alterações de comportamento. Além do uso diário de medicamentos, é necessário fazer terapias que melhoram o raciocínio e promovem a independência das pessoas que têm a doença. Atividades com vieses terapêuticos estimulam o cérebro e trazem bons resultados no controle do Alzheimer.

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