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Geral GREVE DOS CORREIOS

FUNCIONÁRIOS DOS CORREIOS PERDEM 50 CLÁUSULAS, ADMITEM PIOR DERROTA DA HISTÓRIA E SINDICATOS PROMETEM RECORRER

Decisão tomada nessa semana abalou toda a categoria que almejava um meio-termo nas negociações

25/09/2020 15h46
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Por: Paulo Henrique Fonte: FMS
Funcionários viram seus ganhos despencarem com o reajuste dessa semana. Foto: divulgação
Funcionários viram seus ganhos despencarem com o reajuste dessa semana. Foto: divulgação

 

O corte de gastos pretendido pelos Correios foi incrementado nessa semana. Após assembleias realizadas nessa terça (22), a paralisação, que já durava 35 dias, uma das mais longevas da história, foi encerrada em acordo com todos os 31 sindicatos pelo país. O TST decidiu por cancelar 50 cláusulas do antigo acordo coletivo, permanecendo apenas 9, que inclui oferta de plano de saúde e vale-alimentação, e outras 20 cláusulas sociais que não representam custos extras a empresa.

Os correios alegam grave crise financeira que se fortaleceu nos últimos meses durante a pandemia, e que não possuem recursos para a manutenção de todas as despesas. Já os ecetistas pensam que a empresa, com o acordo, visa somente a faturação dos patrões e que trabalhadores sofreram “formas modernas de escravização e superexploração da mão de obra”.

O que se sabe, de fato, é que a decisão desesperou os concursados, que viram a empresa retirar quase todos os direitos adquiridos por eles nos últimos tempos. A ministra Kátia Arruda, durante as negociações, saiu em defesa dos funcionários:

“É a primeira vez que julgamos uma matéria em que uma empresa retira praticamente todos os direitos dos empregados”, afirmou.

Funcionários viram seus ganhos despencarem com o reajuste dessa semana. Foto: divulgação

Funcionários viram seus ganhos despencarem com o reajuste dessa semana. Foto: divulgação

 

Ainda segundo ela, não houve qualquer tipo de resistência pela empresa em acordar um meio-termo que se ajustasse para os dois lados: "A meu ver, não houve negociação coletiva, porque a meu ver não houve qualquer tipo de cessão dos Correios para atender parcialmente às reivindicações da categoria”.

Pelo lado dos Correios, a alegação é de que foi almejado um acordo desde julho, mas que se esgotou. “Ficou claro que é imprescindível que acordos dessa natureza reflitam o contexto em que são produzidos e se ajustem à legislação”, declarou a empresa.

Em comunicado publicado no site da SINTECT-SP, os sindicatos filiados prometem guerrilhar em busca de uma reviravolta na situação. A esperança é de um fortalecimento na estrutura sindical para um contra-ataque.

 

 

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