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Saúde Janeiro Branco

Janeiro: mês de cuidado com a saúde mental

Janeiro: mês de cuidado com a saúde mental

06/01/2021 13h34
1.144
Por: Redação

Nascida em Janeiro de 2014, em Uberlândia (MG), a Campanha Janeiro Branco espalhou-se por todo o Brasil e alguns outros países do mundo, como Angola, Japão, Colômbia, Estados Unidos, Portugal e Holanda. No Brasil, virou Lei Municipal e Lei Estadual ao longo dos últimos anos, estabelecendo, simbólica e oficialmente, o mês de Janeiro como o mês da Saúde Mental em vários municípios e estados do país. Em outras palavras, isso significa dizer que, por conta do Janeiro Branco, a Saúde Mental virou pauta nacional!

A saúde mental é assunto sério, a pandemia de Covid-19 mudou as condições de trabalho, trazendo novos desafios psicossociais para a saúde e o bem-estar de trabalhadores. “Pelo menos 20% dos agentes de saúde relataram que passaram a sofrer de depressão após surgimento da pandemia. De acordo com o diretor-assistente da Opas, o médico brasileiro Jarbas Barbosa, de 29 países analisados, apenas dois financiam de forma adequada o atendimento. Segundo ele, em seis nações das Américas, a situação é preocupante.” 1 Precisamos pensar a questão da saúde mental com urgência, além da demanda natural que temos no sistema de saúde, a situação atual muda muito com o aumento do isolamento social, devido às condições de afastamento social, falta de afeto e contato.

Idosos que tiverem que passar muito tempo sem nenhum contato com a família, ou mesmo jovens adultos, que tiverem que ficar em casa, com os filhos, ensino remoto, o aumento da demanda do home office etc. Além do fato de termos o aumento de sintomas que antes eram muito mais diluídos no convívio e que com a situação da pandemia aumentaram muito; sintomas de fobia, transtornos de ansiedade, obsessivo compulsivo, depressão etc. Condições sociais adversas são responsáveis por grandes surtos de saúde mental, e por este motivo devemos ter um apresso especial para esta campanha neste momento crucial, em que vemos muitas pessoas já “entregando os pontos” e desistindo de continuar com o afastamento social, devido tantos meses de isolamento.

Um dado importante de se notar, é o alto índice de suicídios que temos anualmente, segundo a OMS (organização mundial da saúde) são mais de 800 mil por ano; As projeções que cheguem a 1,5 milhão no pós-pandemia, só nas américas “estima-se que cerca de 100 mil pessoas cometam suicídio todo ano, de acordo com o último dado disponível, de 2016. A maioria dos suicídios na região ocorre em pessoas entre 25 e 44 anos (36%) e entre 45 e 59 anos (26%).” 2 Vamos fortalecer nossa saúde mental, e observar as pessoas e familiares a nossa volta, o apoio é sempre a melhor forma de ajudar o individuo a superar estes processos sempre muito delicados e invisíveis que são as doenças da mente. William Bezerra Figueiredo é Filósofo, especialista em Psicopatologia e Bem estar social, pós doutorando em psicologia pela Universidade Federal de Uberlândia

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