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CoronaVac tem eficácia de 78% em resultados de estudo clínico no Brasil, diz jornal

É esperado que, nesta quinta, o Butantan solicite à Anvisa autorização para uso emergencial do produto e confirme essa eficácia do imunizante

07/01/2021 12h20 Atualizada há 2 semanas
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Por: Redação
Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

O jornal Folha de São Paulo divulgou antecipadamente o resultado final de eficácia da CoronaVacvacina contra Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceira com o Instituto Butantan.

A eficácia do medicamento, segundo o periódico, é de 78% – percentual que ultrapassa o mínimo exigido para aprovação, que é de 50%. Esse percentual diria respeito apenas à prevenção de casos leves da doença. A Coronavac também teria garantido “proteção total” contra mortes nos voluntários vacinados e que tiveram casos de Covid-19, ainda segundo o jornal.

Segundo informações divulgadas pelo Butantan, representantes do instituto estão reunidos com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária nesta manhã (7) para apresentar à agência brasileira os resultados percentuais finais da última etapa de testes clínicos no Brasil.

Essa reprodução extraoficial do resultado da CoronaVac, que é a grande aposta do governo paulista para a imunização do Brasil, acontece pouco antes de uma coletiva de imprensa marcada pelo governador João Doria (PSDB) para divulgar os resultados finais da vacina.

Histórico da CoronaVac

A divulgação da eficácia da CoronaVac, porém, foi cercada por dúvidas e adiamentos. Inicialmente, segundo o próprio governo estadual, a divulgação dos números preliminares seria no dia 15 de dezembro. Mas foi adiada após o instituto confirmar que o teste clínico havia atingido um número de infectados suficiente para a análise final dos resultados, e não a preliminar.

Ficou marcada, então, uma divulgação de resultados para o dia 23 de dezembro. Porém, na data, o governo paulista não divulgou resultados completos e informou apenas que a vacina superou a eficácia mínima de 50% exigida pela Anvisa para aprovação do uso do imunizante no Brasil.

A gestão do estado de São Paulo e o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmaram que não poderiam divulgar os resultados completos e outros dados do estudo antes do aval da Sinovac por conta dos contratos de confidencialidade assinados entre o governo de São Paulo e a farmacêutica chinesa.

É esperado que, ainda nesta quinta, o Butantan solicite à Anvisa a autorização para uso emergencial do produto e confirme a porcentagem de eficácia do imunizante.

Dados variam entre países

Além do Brasil, a CoronaVac está sendo testada em outros países, como Chile, China, Indonésia e Turquia. Dados preliminares do ensaio clínico da Coronavac na Turquia divulgados no final de dezembro mostraram eficácia de 91%. A análise, porém, foi feita com apenas 10% dos voluntários previstos no país.

Na época, Jean Gorinchteyn, secretário estadual de saúde, adiantou que o produto não chegou a 90% de eficácia no braço brasileiro da pesquisa, mostrando divergência entre resultados de testes clínicos feitos em países diferentes. As diferenças nas bases de dados entre os países que estavam recebendo os testes clínicos resultou em um pedido de revisão geral dos resultados por parte da chinesa Sinovac.

Plano Estadual de Imunização

Na tarde da última quarta-feira (6), o governo paulista detalhou o Plano Estadual de Imunização (PEI) aos novos prefeitos eleitos no estado. O plano de vacinação do governo do estado de São Paulo utiliza apenas as doses da CoronaVac. Vale lembrar que o imunizante também aparece no plano de imunização federal desenhado pelo Ministério da Saúde.

Segundo anunciado por Gorinchteyn, a primeira fase do PEI, entre 25 de janeiro e 22 de março, contempla a vacinação de 9 milhões de pessoas no estado. Além dos idosos acima de 60 anos, também estão incluídos nesse primeiro momento indígenas, quilombolas e profissionais da saúde.

De acordo com o secretário estadual de saúde, como o regime de aplicação da CoronaVac é de duas doses com intervalo de 21 dias, serão necessárias 18 milhões de doses para que a primeira fase do plano seja concluída.

O secretário ainda informou que o horário da aplicação das doses será de 7h às 22h de segunda a sexta e de 7h às 17h aos sábados, domingos e feriados.

(Reprodução/Governo do Estado de São Paulo)
(Reprodução/Governo do Estado de São Paulo)

“O PEI tem como público alvo a população com mais de 60 anos, visto que essa faixa etária corresponde a 77% dos óbitos”, explicou Gorinchteyn. “Lembrando que os trabalhadores da área da saúde serão médicos, enfermeiros, mas também toda aquela população que trabalha dentro das unidades hospitalares. Nós realmente precisamos que eles continuem com saúde, para não serem afastados em decorrência dessa doença.”

Em relação à logística empregada para a distribuição das doses pelo estado, o secretário informou que os 5,2 mil postos de vacinação já existentes nos municípios de São Paulo devem ser ampliados para 10 mil com a utilização de escolas, quartéis da PM, estações de trem, terminais de ônibus, farmácias e sistema drive-thru.

Gorinchteyn ainda disse que o estado conta com mais de 27 milhões de agulhas e seringas e com mais de 54 mil profissionais da saúde elencados para auxiliar na operacionalização do plano.

 

(Reprodução/Governo do Estado de São Paulo)
(Reprodução/Governo do Estado de São Paulo)

Empenho na fiscalização do Plano SP

Após uma piora nos indicadores da pandemia no estado, o secretário estadual da saúde cobrou dos novos gestores municipais empenho na fiscalização das medidas de isolamento estabelecidas pelo Plano São Paulo. Esse é o programa de flexibilização de atividades definido pelo governo do estado desde o início da pandemia e condicionado aos índices de internações, óbitos e novos casos nas regiões do estado.

O Plano São Paulo é dividido em cinco fases, que vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (Vermelho) a etapas identificadas como controle (Laranja), flexibilização (Amarelo), abertura parcial (Verde) e normal controlado (Azul). O programa divide o estado em regiões, e cada uma delas é classificada em uma fase.

Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Econômico, disse que o estado irá priorizar a assistência aos prefeitos que cumprirem as determinações impostas pelo Plano SP.

“Vou deixar de forma muito clara: passamos por um momento no qual a responsabilidade sobre a vida é de todos nós. A vida está na mão de cada um de vocês, prefeitos de São Paulo. Aqueles prefeitos que não cumprirem as regras do Plano SP estarão no fim da fila da assistência do estado”, explicou Vinholi.

Após uma momentânea classificação de fase vermelha, a mais restritiva, durante as festas de fim de ano, o estado voltou à fase amarela. A próxima reclassificação do Plano SP está marcada também para esta quinta-feira.

(Mais atualizações em instantes)

 

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