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Saúde Vacina Pfizer

O que você precisa saber sobre a vacina da Pfizer

Composição, esquema de doses, armazenamento: entenda mais sobre o imunizante que chega ao país nesta quinta-feira (29)

30/04/2021 11h26
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Por: Redação Fonte: CNN Brasil - A melhor do mundo agora no Brasil
Vacina contra Covid-19 da Pfizer/BioNTech Foto: Charles Platiau/Reuters (30.dez.2020)
Vacina contra Covid-19 da Pfizer/BioNTech Foto: Charles Platiau/Reuters (30.dez.2020)

A primeira remessa de um milhão de vacinas da Pfizer chega ao Brasil nesta quinta-feira (29), no aeroporto de Viracopos, em Campinas. O lote será distribuído somente nas capitais por questões de armazenamento. A vacina produzida pela farmacêutica norte-americana Pfizer, em parceria com a empresa alemã BioNTech, conta com um esquema de duas doses e já foi aprovada em 83 países.

 

No dia 23 de fevereiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o registro definitivo da vacina no Brasil, que permite que o imunizante seja comercializado, distribuído e utilizado pela população, tendo sido avaliado a partir de dados robustos dos estudos de qualidade, eficácia e segurança. Saiba mais:

Como funciona a vacina da Pfizer

A vacina Pfizer/BioNTech utiliza a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA). O material genético sintético, que carrega o código genético do SARS-CoV-2, estimula o organismo a gerar anticorpos contra o vírus.

 

Em outras palavras, o objetivo é que o mRNA sintético dê as instruções ao corpo humano para a produção de proteínas encontradas na superfície do vírus. São essas proteínas que levam à resposta do sistema imunológico e trazem a proteção para o indivíduo.

 

As vacinas de RNA mensageiro são um novo tipo de imunizante, considerado de 3ª geração, que também tem como objetivo proteger as pessoas de doenças infecciosas. (veja quadro)

Tipos de vacinas existentes Foto: Arte/CNN Brasil
Tipos de vacinas existentes

Foto: Arte/CNN Brasil

 

Tipos de vacinas existentes

Características de armazenamento 

Quando começaram a ser usadas, as vacinas da Pfizer/BionNTech precisavam ficar armazenadas a -70°C, o que dificultava a utilização em regiões sem os refrigeradores adequados.

 

No final de fevereiro deste ano, a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, deu sinal verde para a farmacêutica transportar e conservar a vacina em temperaturas convencionais, entre -25°C e -15°C, normalmente encontradas em freezers farmacêuticos, por um período de até duas semanas.

 

No Brasil, a Anvisa atualizou as condições de armazenamento de vacina da Pfizer em abril, levando em conta as novas recomendações.

 

Em entrevista à CNN, o coordenador dos testes do imunizante no Brasil, Cristiano Zerbini, afirmou que o país não terá problema para armazenar o imunizante. “[A vacina] pode ficar entre -15ºC e -25ºC durante 14 dias e entre 2ºC e 8ºC por cinco dias. Então o armazenamento não será um problema, [e como] a distribuição vai ser pelas capitais, esse armazenamento será um pouco mais fácil”, avaliou o especialista.

 

Esquema de doses

O esquema para a imunização completa considera a aplicação de duas doses, com um intervalo de 21 dias. Segundo a Anvisa, a vacina pode ser aplicada em pessoas com mais de 16 anos.

 

Eficácia

A vacina apresentou a taxa de eficácia de 91,3% após a aplicação da segunda dose. Os testes de fase três foram realizados com cerca de 44 mil participantes, em 150 centros de pesquisa, no Brasil, e em países como Estados Unidos, Alemanha, Turquia, África do Sul e Argentina. 

 

Proteção contra variantes

Após o surgimento de variantes do novo coronavírus, uma das principais dúvidas da comunidade científica é a capacidade de proteção dos imunizantes já desenvolvidos. Diversos estudos têm sido desenvolvidos no intuito de responder a essa pergunta.

 

Uma pesquisa publicada no periódico científico New England Journal of Medicine, em abril, apontou que a vacina da Pfizer protege contra a cepa sul-africana (B.1.351). Outro estudo, publicado no mesmo periódico em março, mostrou que o imunizante foi capaz de neutralizar a variante P.1, que teve origem em Manaus, no Amazonas.

 

Uma análise preliminar publicada em fevereiro na revista Nature Medicine apontou que a vacina também mostra eficácia contra mutações do coronavírus.

 

Aplicação em gestantes 

A vacina Pfizer/BioNTech não parece representar nenhum risco sério para grávidas, segundo estudo preliminar conduzido por pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos.

 

A pesquisa, publicada no periódico New England Journal of Medicine, no dia 21 de abril, analisou os dados de mais de 35 mil grávidas que tiveram acompanhamento dos CDC via dispositivos como aplicativos para smartphone.

 

Segurança da vacina

A vacina da Pfizer parece ser segura e os eventos adversos são raros, de acordo com uma apresentação feita pelo Comitê Consultivo de Vacinas e Produtos Biológicos Relacionados da FDA (Food and Drug Administration, órgão norte-americano equivalente à Anvisa) dos Estados Unidos.

 

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